Teorias Científicas da Origem da Vida

28 08 2010

Cientistas divergem entre si ao tentar explicar como surgiu a vida na Terra. Basicamente há dois eixos principais: a Abiogênese e a Biogênese. As idéias dentro do eixo da Abiogênese são bastante semelhantes, no entanto a Biogênese tem várias ramificações sendo que veremos apenas as mais importantes.

A Abiogênese ou teoria da criação espontânea foi a primeira justificativa criada para a origem da vida. Aristóteles foi um dos primeiros a explicá-la e afirmava o seguinte: a vida pode surgir de alguma matéria bruta de forma aleatória, esse é o princípio fundamental da criação espontânea. Mais profundamente essa teoria diz isto: há certos materiais que são possuidores de um “princípio ativo” ou “força vital”, ou seja, a possibilidade de criação da vida. Aristóteles assegurava isso com base na observação e dedução lógica. Por exemplo: um punhado de trapos velhos e sujos eram portadores da “força vital” por isso que depois de algum tempo originavam seres vivos de características semelhantemente sujas como ratos e insetos. Outro argumento era o fato de nascerem larvas a partir da carne podre ou de restos de animais mortos.

Francesco Redi foi o primeiro a contestar esta idéia, mas o fez somente em 1668 (Aristóteles viveu entre 384 e 322 a.C, ou seja, demorou-se cerca de 1900 anos para que alguém o contradissesse). Ele, sequencialmente fez experimentos com carne em estado de putrefação da seguinte forma: isolou-as em frascos, deixou alguns destes frascos abertos e outros cobertos com gaze. Assim, viu que somente os pedaços de carne que estavam em frascos descobertos geravam larvas, devido à presença de algumas moscas que haviam pousado ali anteriormente, enquanto que os frascos que estavam cobertos não originavam larvas. Desse modo, pode afirmar que os seres vivos eram provenientes de outros seres vivos, o que caracteriza a Biogênese.

A experiência de Francesco Redi ainda não era suficiente para provar que todo ser vivo tem de, obrigatoriamente, surgir de outro preexistente, muito menos criar uma teoria para criação da vida na Terra: limitava-se apenas a alguns seres macroscópicos; portanto, ao longo do século XVII foram criadas mais experiências para tentar justificar tal afirmação.

No entanto, por mais contraditório que pareça, os avanços do microscópio e de outras ferramentas levou mais uma vez à crença na Abiogênese. Estudos mais aprofundados levaram à descoberta de seres extremamente pequenos: micróbios e bactérias; eram seres de tanta simplicidade que julgava-se impossível a sua reprodução: deveriam, portanto, ser criados a partir de outra forma – a geração espontânea.

O cientista John Needham, em 1745, realizou o seguinte experimento: pegou certos compostos cheios de microorganismos (sucos ou caldos cheios de matéria orgânica ou caldos nutritivos) e os aqueceu tentando esterilizá-los, em seguida vedou-os em busca da não-interferência de organismos externos. Porém, depois de alguns dias tais compostos estavam novamente cheios de microorganismos. Esse experimento levou-o a reafirmar a abiogênese. 25 anos depois, Lazaro Spalanzani, cientista italiano, repetiu os experimentos de Needham com algumas correções: não apenas aqueceu os compostos, mas sim os ferveu, e após isso fechou hermeticamente os recipientes onde os compostos estavam. Dessa forma os líquidos mantiveram-se estéreis. A partir disto Spalanzani concluiu que Needham cometeu erros ao apenas aquecer o caldo nutritivo, pois isto não era o suficiente para que todos os organismos morressem e que não proliferassem novamente. John Needham responde às críticas de Spalanzani afirmando que da forma como foi fervido o caldo nutritivo seria realmente impossível o ressurgimento de vida uma vez que o aquecimento excessivo além de matar os microorganismos ali presentes também destruiu a “força vital” do composto e deste modo a abiogênese novamente prevalece.

Louis Pasteur, cientista francês, elabora um experimento com o qual consegue provar que a teoria da criação da vida através de matéria inanimada era impossível. Em 1860 ele descreve tal experimento, o qual foi chamado, posteriormente, de “bico de ganso”:
Consiste em colocar novamente sucos nutritivos em recipientes e fervê-los. No entanto, esses novos recipientes tinham uma abertura curvada (o ‘bico de ganso’).Ao ferver, o ar quente sai do recipiente. Depois o frasco é tirado do calor e começa a resfriar-se, então o ar entra novamente no frasco, mas encontra o líquido numa temperatura ainda muito alta para que haja criação de organismos, quando o líquido torna-se mais próximo da temperatura ambiente o ar que entra condensa-se e a partir daí as impurezas que entram ficam retidas nas gotículas condensadas. Então, esses recipientes são levados a incubadoras e não originam nenhum microorganismo. Após alguns meses é removido o ‘bico de ganso’ e aparecem bolores. Assim, Pasteur mostra que o líquido não perdeu suas propriedades de originar vida, pois depois que o bico foi retirado houve a formação de bolor, e que não houve ausência do ar, uma vez que o mesmo podia entrar e sair do frasco, mas dessa vez era filtrado.

Portanto comprovou-se que a vida só pode ser originada a partir de outra, o que pode nos parecer lógico agora, mas, como já foi visto, a humanidade levou um bom tempo para afirmar. No entanto, se um ser vivo só existe vindo de outro ser vivo, de onde surgiu o primeiro ser vivo? É aqui que a própria ciência diverge: há inúmeras teorias para isso e é quase impossível ter certeza absoluta sobre qual delas é verdadeira, pois podemos ter várias teorias que dêem certo, ou seja, é possível que a vida na Terra tenha surgido tanto de uma com de outra forma, ou então de mais de uma forma, o que deixa, por menor que sejam as possibilidades, uma dúvida praticamente impossível de se responder.

Basicamente há duas frentes principais: a idéia de que a vida tenha vindo do espaço por meio de meteoritos e a idéia de que substâncias já presentes na Terra tenham se combinado por acaso, algo como uma “sopa de átomos”, o que a maioria dos cientistas acha mais provável.

Hoje, está comprovado que vários compostos que formam a base da estrutura dos seres vivos, como açúcares, aminoácidos, as bases nitrogenadas do DNA e do RNA além de lipídios poderem ser sintetizadas em laboratório a partir de compostos inorgânicos – isso se assemelha à idéia de criação de vida a partir de compostos não-vivos da abiogênese, no entanto não há a “força vital” nela descrita –. Algumas dessas idéias foram se acumulando. Então, em 1936 o bioquímico Aleksandr. I Oparin publicou seu livro “A origem da vida” onde apresentava essas e outras idéias.

Do livro “A origem da vida” pode-se destacar, resumidamente os seguintes fatos:
A Terra era uma esfera que tem 4 bilhões e meio de anos e que solidificou-se há 2 bilhões e meio de anos, mesmo depois deste tempo a atividade vulcânica era constante, a atmosfera ácida e a temperatura média era muito alta. A Terra possuía uma atmosfera rica em metano, hidrogênio e amônia, além de vapor d’água proveniente dos vulcões – Sabia-se que as erupções vulcânicas expeliam, além de magma, água –. A atividade vulcânica, as altas temperaturas, a radiação ultravioleta e descargas elétricas fizeram com que esses elementos reagissem e formassem moléculas cada vez mais complexas, chegando a gerar até aminoácidos. Em seguida a Terra, num fluxo constante de erupções começou a esfriar e condensar a água, as chuvas tornavam-se constantes pois a água que caí logo era aquecida e voltava ao estado de vapor. Tais chuvas fizeram com que, posteriormente, se criassem mares sobre a Terra. As proteínas e os aminoácidos criados eram levados a esses mares pelas próprias chuvas, onde se quebravam e voltavam a se unir criando várias outras espécies químicas. Na água as proteínas originaram colóides (agregados de partículas de diâmetros entre 10 e 1000 ângstroms). Esses colóides aglomeraram-se e formaram, desse modo, os coacervados – moléculas de proteína envolvidas por água. Depois de um tempo formaram-se assim as moléculas de nucleoproteína, capazes de transmitir seu caracteres hereditários, que foram englobadas por coacervados (protéicos) onde faltava apenas os lipídios para compor a base de uma membrana celular.

Oparin escreveu “A origem da vida” mas não conseguiu provar tudo o que era descrito em seu livro. Por mais que fosse, sim, provável que tudo o que disse estivesse certo não havia evidências científicas para tal comprovação. Em 1953, os cientistas Stanley Lloyd Miller e Harold Clayton Urey criaram uma experiência na qual poderiam proporcionar um ambiente próximo ao que foi descrito por Oparin e testar se era, de fato, possível que ocorressem tais reações. Tal Experimento ficou conhecido como Experimento de Miller-Urey.

Mais detalhadamente a experiência de Miller-Urey era composta pelo seguinte: Um balão de vidro cheio dos gases metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Interiormente a esse balão era possível criar faíscas a fim de representar os relâmpagos na atmosfera. Submeteram esse balão a aquecimento prolongado, como forma de criar a temperatura um pouco mais próxima a da Terra do livro de Oparin. O balão era ligado a um tubo que no final tinha uma forma de “U”, no qual foi presenciada a existência de moléculas de aminoácidos. Com essa experiência ainda não estaria comprovada a teoria de Oparin, ou seja, não afirma que a vida na Terra, necessariamente, havia se formado de tal forma; mas comprova que caso as condições propostas por Oparin tivessem existido, a formação de aminoácidos seria totalmente possível. Sidney Fox, em 1957 realiza então o seguinte experimento: aquece aminoácidos e depois percebe que os mesmos formaram ligações peptídicas por síntese por desidratação, como é estudado em Biologia, reafirmando assim a tese de que pode ter havido uma formação de moléculas mais complexas caso os aminoácido tenham caído ou se formado sobre superfícies quentes como rochas magmáticas, por exemplo.

Atualmente há descobertas que indicam que a atmosfera indicada por Oparin seja um tanto diferente da real; no caso a seria formada por monóxido de carbono (CO), dióxido de carbono – gás carbônico – (CO2), gás Hidrogênio e Gás Nitrogênio (H2 e N2, respectivamente); mesmo assim, as reações por Oparin descritas permanecem possíveis, embora não comprovadas.

Fonte:  http://pentagoni-origemdavida.blogspot.com/2007/09/teorias-cientficas.html

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18 responses

28 10 2010
Seu macho

E ae travesti do mato!!! Lembra de mim? huhauha…

Como vc tá garoto? Espero que vivo ainda pra responder essa porra… huahua

OBS.: O Paulo te mandou um beijo.

Abraço e manda notícia,

Cristian.

24 12 2010
aorigem

Quase como um debate Ciência/Religião, o nosso blog pretende reafirmar factos científicos e crenças religiosas, apresentar controvérsias e conspirações, argumentar, refutar, reforçar ou mesmo contrariar afirmações já aceites pela sociedade actualmente, como forma de chegar mais perto da verdade que desde cedo “atormenta” a raça humana – O quê ou quem criou o Universo?

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9 04 2011
Bruna Emyly

Obrigado e espero que minha professora aprove ela eh muito esigente!

6 05 2011
richard

iiiiiii eu to ferado tenho que copia tudo isso minha profesora que manoscrito

15 05 2012
Justin Bieber

iiiiiiiiiiiii vo ter que procurar em outro site pq esse site tem coisas de +!!!!!!!!!! :p

16 09 2012
anguista

meu Deus eu tbm vou ter k passar tudo isso k saco….

25 10 2012
Julia

Povo burrinho aqui em cima hein.

– esigente
-manoscrito

Copiem mesmo pessoal, porque aprender parece estar longe do interesse de vocês.

Hahahhahahahaha.

26 01 2013
lua

Concordo com a julia

7 02 2013
Genesis

Quanto mais informação melhor! Gostei muito do site parabéns aos criadores.

7 02 2013
Genesis

O texto só tem um pequeno probleminha:Possuí alguns erros gramaticais, porem o conteúdo e ótimo. ;););)

3 04 2013
giih

afff’z atah q vo copiar td isso…vo parti po resumo

3 04 2013
giih

:p

3 04 2013
giih

vlw viu professor rodolfo depois fala q gosta di noix si gostasse ia passa outro site pa noix copia com menus coisa pa escreve :s :s

17 09 2013
Felisberto Chemo

Devemos saber simplesmente que teoria é teoria.
O que existiu primeiro entre a galinha e o ovo?

Compare coisas da biblia, coisas de biologia e coisas de História (sobre a origem da vida).

7 02 2014
Gabrielle Medeiros

Gosteii muito…e meu professor vai adorar, é uma pena que eu tenha de fazer o trabalho manuscrito..mass

27 09 2014
Afonso

Nao xta bem resumido. E nem ta claro

27 09 2014
Afonso

Nao xta bem resumido. E nem ta claro. Max oxtei

9 10 2014
antoniomeque2

Ola gentes eu agradeço bastante sober idso

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